terça-feira, 29 de outubro de 2013

Ceiba speciosa (A. St.-Hil.) Ravenna

Chorisia speciosa A. St.-Hil.


Nomes Vulgares: Paineira-Branca; Barriguda, entre outros.
Área de distribuição: Brasil, Argentina, Bolívia.

Trata-se de uma árvore da família das Malvaceae Juss. podendo atingir mais de 30 m de altura, com um tronco acinzentado esverdeado, fotossintético, auxiliando o seu crescimento. Apresenta no tronco uns espinhos muito característicos que tendem a cair quando a árvore é adulta especialmente na parte inferior. A base desta espécie tende a alargar em forma de “barriga” daí o nome vulgar “barriguda”.
Esta espécie tende a perder as folhas no final do outono, pouco antes de dar inicio à sua espetacular floração. As flores apresentam uma dimensão considerável com cinco pétalas rosadas como se pode observar nas imagens. Neste momento encontra-se em floração.
Seguidamente dá origem a frutos em forma de pêra com inúmeras sementes no interior de uma massa de fibras brancas.
É considerada uma das mais espectaculares árvores ornamentais.


Localização no Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência.
Exemplar de dimensões mais elevadas localizado aqui.










Clatro-vermelho no Jardim Botânico


O Clatro-vermelho (Clathrus ruber P. Micheli ex Pers.) cujo nome científico deriva de duas palavras latinas Clathrus= grelha e ruber= rubro, é um cogumelo bastante peculiar pelo aspecto que apresenta e pelo cheiro a carne podre que exala.


Clatro-vermelho maturo

No início parece um ovo branco (4-7 cm), que pode passar incógnito ao visitante menos atento, mas que durante a maturação se torna facilmente visível quando ao abrir expõe o corpo frutífero esponjoso, de cor vermelha e textura rugosa em forma de gaiola mais ou menos oval. O interior desta estrutura está revestido por uma massa de esporos viscosa e esverdeada que confere o odor a carne em putrefacção e que serve para atrair os insectos. Estes ao serem atraídos promovem a dispersão dos esporos.
É uma espécie pouco frequente na Europa, mas bastante comum na Península Ibérica.


Clatro ainda em forma de ovo

Cresce isolado ou em grupo



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Feira no Botânico - A Cidade e as Serras: mais natureza e seus produtos no Botânico - Sábado 19 de Outubro - 11h00 às 18h00

Bolachas, queijos, ervas aromáticas, compotas, pão e sabonetes num dia cheio de cores, cheiros e sabores, que promete apelar a todos os sentidos.

É já no próximo Sábado, dia 19 de Outubro, no Jardim Botânico, na Feira ''A Cidade e as Serras: Mais Natureza e seus Produtos no Botânico''.
A entrada é livre, das 11h00 - 18h00.
Contamos convosco. Participem!
VOTE NO JARDIM BOTÂNICO
Envie SMS gratuito para 4646 com a mensagem OPLX [com um espaço] 121
Vote em http://lisboaparticipa.pt/
Saiba mais em www.mnhnc.ul.pt



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Feira no Botânico - ''Pés e Feijões - Mais jogo e movimento no Botânico'' - Sábado 12 de Outubro 2013 - das 11h00 às 18h00

Jogos, danças, cantares, tradição, muito movimento e alegria no próximo Sábado, dia 12 de Outubro, na Feira ''Pés e Feijões'' no Jardim Botânico.
Esperamos por todos a partir das 11h00! Tragam filhos, sobrinhos, amigos para uma tarde que será de muito divertimento.
A entrada é livre, das 11h00 - 18h00.

Contamos convosco. Participem!

VOTE NO JARDIM BOTÂNICO
Envie SMS gratuito para 4646 com a mensagem OPLX [com um espaço] 121

Vote no Jardim Botânico. Vote no Projecto 121 do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Lisboa.
Envie SMS gratuito para 4646 com a mensagem OPLX (espaço) 121.
Vote em http://lisboaparticipa.pt/



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

PROJECTO 121 - RENOVAÇÃO DO JARDIM BOTÂNICO DO MUHNAC / ORÇAMENTO PARTICIPATIVO 2013

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PROJECTO 121 - RENOVAÇÃO DO JARDIM BOTÂNICO DO MUHNAC, candidato ao ORÇAMENTO PARTICIPATIVO 2013.

As propostas deste projecto incluem a renovação de caminhos e sistema de circulação de água, a criação de um jardim mediterrânico, a instalação de esplanadas e quiosques, uma zona de relvado para lazer e a abertura do portão que dá acesso à Praça da Alegria.

Contamos com a sua participação. Contamos com o seu voto!

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Vote no Projecto 121.Envie SMS gratuito para 4646, com a mensagem OPLX (espaço) 121.
Vote em http://www.lisboaparticipa.pt/

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Plantas em flor na Classe


Quaresmeira anã

Apreciada pelas suas folhas aveludadas e flores roxas a quaresmeira anã (Tibouchina grandifolia Cogn.), da família das Melastomataceae, é uma espécie perene nativa do Brasil, onde também é conhecida por orelha-de-onça, que pode atingir os 3 metros de altura no habitat natural. A floração ocorre no verão mas mantém-se até ao início do outono, possibilitando a sua observação por quem visita o jardim durante esta época do ano.
Esta espécie de fácil manutenção é bastante utilizada como ornamental em diversos tipo de jardins e parques.





Folha de aspecto aveludado devido à existência de inúmeros pêlos curtos 


Aspecto geral da planta


Flor Camarão

A flor camarão ou camarão vermelho (Justicia brandegeana Wash. & Smith) é uma planta originária do México, que se destaca por apresentar inflorescências alongadas e arqueadas formadas por brácteas vermelho-escuras, quando adultas, e flores brancas diminutas que no seu conjunto podem assemelhar-se à forma de um camarão, e explicam o nome vulgar pela qual esta herbácea é conhecida em vários países.
Esta planta da família das Acanthaceae que no habitat natural pode atingir cerca de 5 m de altura, apresenta folhas com pêlos, de forma oval-lanceoladas e nervuras bem marcadas.
No paisagismo é utilizada para formação de sebes e bordaduras e é conhecida por atrair borboletas e beija-flores.

Inflorescências

Aspecto da flor 

Aspecto geral



Anemone x hybrida Paxton

Planta perene da família das Ranunculaceae, de origem hortícola, muito apelativa devido às flores rosa pálido, dispostas em cachos uniformes.
Esta espécie apresenta caules erectos que atingem 1,5 m de altura, com os nós revestidos por brácteas folhosas e folhas basais 3-palmadas.




terça-feira, 1 de outubro de 2013

Feira no Botânico - ''Raízes e Números - Mais Matemática no Botânico'' - 5 de Outubro de 2013, 11h00-18h00.

Animações, workshops, desafios, jogos, visitas para todas as idades.. Tudo na Feira ''Raízes e Números'', no próximo Sábado 5 de Outubro no Jardim Botânico.
Não percam e convidem os vossos amigos a participarem nesta grande celebração da Matemática! A entrada é livre.

Vote Projecto 121, vote no Jardim Botânico
Envie SMS gratuito para 4646 com a mensagem OPLX (espaço) 121.
Vote em http://www.lisboaparticipa.pt/





Os musgos as hepáticas e os antóceros no Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC)


Os briófitos (musgos as hepáticas e os antóceros) são plantas terrestres não vasculares, muito pouco diferenciadas quanto ao tipo de organização. O seu crescimento e reprodução sexuada dependem profundamente da disponibilidade de água e este fator é sempre o mais limitante. Embora estas plantas tenham adquirido adaptações a uma grande diversidade de condições ambientais, moldaram-se quer no aspeto morfológico, ecofisiológico quer no tipo de dispersão. Muitas espécies estão adaptadas às condições climáticas relativamente estáveis como as encontradas no interior das florestas, sendo no entanto, extremamente sensíveis a alterações dessa mesma estabilidade.


Parque Nacional da Peneda-Gerês, local de excelência para as comunidades de briófitos em Portugal

Desempenham um papel muito importante nos ecossistemas, são considerados bons indicadores da qualidade dos habitats e da sua funcionalidade ecológica, criam condições para a acumulação de húmus, estabilização dos solos, para a fixação e germinação de sementes, servindo de alimento e proteção para diversas espécies de animais. Têm também um papel considerável na acumulação de biomassa, na reciclagem dos nutrientes e no ciclo da água. Nos dias de precipitação ou nevoeiro funcionam como “esponjas”, facilitando um escoamento mais suave da água até ao solo, impedindo a formação de turbilhões até às linhas de água, contendo por isso a erosão. Armazenam assim, grandes quantidades de água que são fundamentais para a manutenção do equilíbrio hídrico, por exemplo no interior de uma floresta. Foi observado que inúmeros fatores ambientais tinham efeito na distribuição das comunidades. Quando existe um fogo as primeiras espécies a surgir são briófitos nomeadamente Funaria higrometrica Hedw. ex Guim e Ceratodon purpureus (Hedw.) Brid., além de diversas espécies de líquenes criando condições para o solo ser estabilizado e as sementes das plantas vasculares não serem arrastadas pelos turbilhões de água, fixarem-se e posteriormente germinarem, funcionando como a experiência que os alunos no primeiro ciclo elaboram frequentemente usando feijões e algodão.


Funaria higrometrica Hedw. ex Guim num solo queimado no Parque Natural da Serra da Estrela a 1500 m de altitude.

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Funaria higrometrica Hedw. ex Guim e os seus esporos que rapidamente colonizam o solo após os incêndios criando condições para o aparecimento de outras espécies. É muito importante pois contribui para evitar a perda do solo que demora milhares de anos a ser formado.

Estas plantas são ainda considerados excelentes indicadores da qualidade ambiental, existindo espécies muito sensíveis e outras tolerantes, sendo por isso frequentemente utilizados nos estudos de monitorização ambiental nas grandes cidades e em grandes complexos industriais. O MUHNAC desenvolve trabalhos desde os anos 70 em diferentes regiões do país utilizando estes organismos, destacando-se a região de Sines, Abrantes e principalmente em Lisboa, na margem Norte, Sul e na região envolvente a Central de Tratamento e Resíduos Sólidos de São João da Talha (CTRSU). Existe assim uma base de dados acerca da evolução dos padrões de distribuição destas espécies ao longo dos ano, estando os espécimes no herbário (LISU) da instituição, podendo ser utilizados par outros estudos como a evolução de metais pesado etc. É interessante verificar que espécimes colhidos em Lisboa no século XIX por Friedrich Welwitsch (1806-1872) entre outros botânicos, e guardadas no herbário da instituição têm características distintas das que são hoje colhidas nos mesmos locais o que indica uma degradação da qualidade do ar entre os dois períodos. Esta característica tem a ver com a sexualidade, onde a reprodução sexuada é substituída pela reprodução assexuada, com formação de propágulos onde a espécie pode sobreviver em condições longe do ótimo ecológico. No entanto, há outras muito sensíveis que desaparecem ao mínimo de perturbação e nem se reproduzem assexuadamente.
Existem cerca de 720 espécies em Portugal e muitas delas estão ameaçadas de extinção como vem referido no Atlas e Livro Vermelho dos Briófitos Ameaçados de Portugal que foi desenvolvido pela instituição e com a colaboração de outras entidades, encontrando-se em fase de publicação.
O Jardim Botânico do MUHNAC no centro da cidade de Lisboa é um refúgio para muitas espécies existindo muitos taxa que na cidade de Lisboa são só conhecidos no local. Apresenta uma diversidade de habitats e estabilidade ecológica que permite o aparecimento de espécies consideradas sensíveis existindo normalmente em florestas com continuidade ecológica.

Seguidamente apresentam-se algumas espécies que podem ser encontradas neste local especial no centro da cidade de Lisboa:

Musgos


 Dicranoweisia cirrata (Hedw.) Lindb. sobre uma palmeira




Dicranoweisia cirrata (Hedw.) Lindb.




Syntrichia laevipila Brid.




Leptodon smithii (Hedw.) F. Weber & D. Mohr


Fabronia pusilla Raddi 



Orthotrichum diaphanum Schrad. ex Brid.


Orthotrichum tenellum Bruch ex Brid. 

Hepáticas


  •                      Petalophyllum ralfsii (Wilson) Nees & Gottsche a crescer espontaneamente no Jardim Botânico.
Espécie no Anexo II da Diretiva dos Habitats. Espécime do Jardim no Arkive.




Conocephalum conicum (L.) Underw.



Frullania dilatata (L.) Dumort.






Lunularia cruciata (L.) Dumort. ex Lindb.



Metzgeria furcata (L.) Corda


Radula lindbergiana Gottsche ex C. Hartm.

Antóceros




Phaeoceros laevis (L.) Prosk.

Créditos das fotos e vídeo:
César Garcia (cgarcia@museus.ul.pt) - MUHNAC